Escola Básica Afonso de Paiva - Castelo Branco
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Breve introdução - a necessidade da existência do Projeto

A Escola, entendida como espaço de cidadania, de convívio e de educação, necessita de um Projeto que sugira temas prioritários a abordar no âmbito da "Educação para a Saúde", dinamize atividades que promovam a saúde individual e/ou coletiva de todos os que fazem parte da comunidade educativa e que faça a articulação das iniciativas entre os vários ciclos de escolaridade. Face à legislação em vigor, os temas considerados prioritários são a "Alimentação e Actividade Física", "Consumo de substâncias psicoativas", "Sexualidade", "Infeções sexualmente transmissíveis, designadamente VIH/SIDA" e "Violência em meio escolar". A seleção dos conteúdos para cada um destes temas teve em consideração as caraterísticas da Comunidade Educativa do Agrupamento e as especificidades das áreas onde serão prioritariamente desenvolvidos - nas disciplinas curriculares (C. Naturais ou outras), em Cidadania e Desenvolvimento, no Vós Alunos e/ou como atividade extracurricular.

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Gaguez: os mitos e os factos. O papel da Terapia da Fala

O Dia Mundial da Consciencialização para a Gaguez foi assinalado no AE Afonso de Paiva com a divulgação de uma informação destinada à comunidade que chama a atenção para ideias erradas acerca desta problemática, os comportamentos adequados e o papel da terapia da fala.
A informação essencial sobre este distúrbio da fala encontra-se no documento que aqui apresentamos, elaborado pela terapeuta da fala do nosso Agrupamento, Liliana Lucas.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Gaguez: como ajudar?

A gaguez é uma perturbação da comunicação caracterizada pela interrupção do fluxo do discurso, através de repetições, prolongamentos e/ou bloqueios, por vezes acompanhada por outros movimentos associados, como o piscar de olhos e outros movimentos atípicos do corpo.
 O início
De forma generalizada, a gaguez surge entre os 2 e os 4 anos, depois de a criança já ter começado a falar. Em 80% dos casos desaparece pouco tempo depois, estimando-se que 4% das crianças atravessem uma fase em que repetem ou prolongam sons. Ao aparecer na infância pode, posteriormente, prolongar-se e agravar-se durante a vida adulta, tornando-se assim crónica (cerca de 1% da população mundial).

Causas
Ao contrário da imagem estereotipada de que a gaguez terá origem na ansiedade e no nervosismo, não estamos a falar de uma perturbação de causa emocional. Claro que as emoções poderão fazer gaguejar mais, mas isso também acontece com quem não gagueja. Quando estamos nervosos, ansiosos, ou até mesmo emocionados, as disfluências aparecem com maior frequência.
Investigações na área da genética, neuro-imagem e coordenação motora têm vindo a demonstrar que poderemos estar perante uma perturbação causada por um problema de integração dos “circuitos neurológicos”. Circuitos que transformam a linguagem em suaves movimentos motores sincronizados (fala). Sabe-se ainda que muitas pessoas que gaguejam poderão ter uma predisposição genética. Estes fatores, em conjunto com o desenvolvimento da criança e o meio ambiente, poderão explicar o início e a permanência deste quadro clínico.


Fatores de risco
O conhecimento dos fatores de risco permite realizar um diagnóstico precoce, o que possibilita o rápido acesso a tratamento, que promove o desaparecimento ou a redução dos sintomas da gaguez, assim como minimiza o impacto negativo na qualidade de vida das crianças que gaguejam.
Quando as crianças apresentam alguns ou todos estes sinais de alarme, os pais devem procurar um profissional especializado em gaguez, para que este forneça estratégias e determine qual o melhor tratamento.

Fatores de risco para a Gaguez
Fatores de Risco
Risco Elevado
História familiar de gaguez
Quando existe um ou mais familiares que gaguejam
Idade de incidência da gaguez
Início de gaguez após os três anos e meio
Tempo de duração desde o início da gaguez
Gagueja há 6/12 meses ou mais
Género
Masculino
Produção de fala
Dificuldades de fala, dificuldade em compreender a criança
Competências linguísticas
Nível linguístico demasiado avançado, atrasado ou com perturbação

Impacto
As manifestações da gaguez não se resumem à fala, mas também nas atitudes perante a comunicação. A maioria das pessoas que gagueja evita, por exemplo, falar em público, falar com um desconhecido, participar na escola, entre outras situações, que naturalmente podem suscitar vergonha e embaraço por parte de quem as vive e conduzir a uma redução de oportunidades.
Para 1% da população mundial que gagueja, tarefas diárias como utilizar o telefone, pedir direções ou fazer um pedido no restaurante pode ser algo muito difícil.
O medo de falar, de ser gozado ou o simples receio de enfrentar a impaciência das pessoas, são fatores que poderão condicionar a socialização desde muito cedo, normalmente desde os cinco anos.


A Terapia da Fala pode ajudar
Apesar de a gaguez ainda não ter cura, tem tratamento. Uma terapia para a gaguez em fase precoce pode inclusive conduzir à remissão em crianças. Noutros casos, a terapia pode minimizar os sintomas da gaguez, ajudar a comunicação no geral e melhorar a qualidade de vida de quem gagueja.
Como posso ajudar o meu filho?
Nas abordagens na infância, os pais têm um papel fulcral. São aliados terapêuticos únicos e preponderantes no sucesso terapêutico, privilegiando o contacto visual, o chamado “olhos nos olhos”, demonstrando à criança que tem interesse efetivo no que esta quer transmitir e demonstrando-se disponível. Esta disponibilidade poderá ser demonstrada, não apenas por palavras, mas também através da linguagem não verbal (gestos, expressões faciais, sorriso, toques). Deve mostrar que está atento ao seu discurso e que não importa o modo/forma como o faz, mas sim a mensagem/conteúdo que esta expressa.
O que não deverá acontecer é qualquer tipo de reparo à gaguez da criança, o que funciona como um reforço negativo, algo que transmite sempre a mensagem de: “a tua fala não está bem”. Ao contrário de fazer reparos, faça antes elogios quando a criança tem um discurso fluente. Isso trar-lhe-á mais confiança e prazer na comunicação.
É precisamente a sensação de que existe um espaço de tolerância, de respeito, de segurança, que permite à criança explorar o meio, experienciar, descobrir, sempre com a certeza que, mesmo quando a gaguez surge, poderá sempre contar com este espaço de amor incondicional e aceitação total.

A Terapeuta da Fala, Liliana Lucas

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dia Mundial da Gaguez

Neste dia (22 de outubro) em que se pretende sensibilizar a comunidade para esta perturbação da fala, partilhámos uma informação elaborada pela terapeuta da fala do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Liliana Lucas, sobre este “iceberg” que é a questão da gaguez e para a qual a terapia da fala pode ajudar significativamente com uma intervenção adequada.



Adaptado de https://www.facebook.com/afonsodepaiva/

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dia Internacional da Consciencialização para a Gaguez

Hoje foi assinalado, no nosso Agrupamento, o Dia Internacional da Consciencialização para a Gaguez. A terapeuta da fala distribuiu pelas Escolas do Agrupamento panfletos que procuram alertar e sensibilizar para a compreensão deste problema. 

Podes fazer o download do referido panfleto aqui e ajudar a elucidar a tua família e amigos sobre este problema. 

Participa nesta sensibilização!


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Dia Mundial da Gaguez

"O Dia Internacional da Gaguez celebra-se a 22 de outubro. A data visa mostrar as dificuldades, traumas e receios que as pessoas com gaguez enfrentam diariamente quando tentam comunicar com outras pessoas.

Estima-se que existam cerca de 100 mil gagos em Portugal, sendo que este problema na fala afeta mais os homens do que as mulheres.

Tratamento para a gaguez

A gaguez tem tratamento, recorrendo-se à ajuda especializada de terapeutas da fala.

O melhor tratamento para a gaguez é, na verdade, falar. A pessoa com gaguez deve enfrentar os medos que sente quando mostra a sua gaguez. A confiança e auto estima são essenciais para conseguir assumir a dificuldade ao falar, sendo essencial que quem escuta colabore com a pessoa gaga, de forma a encorajá-la a exprimir-se. No entanto deve evitar-se completar as frases quando o gago está a falar.

Gaguez na infância

A gaguez na infância é comum porque a criança pretende articular várias palavras ao mesmo tempo e tem muita avidez de falar. Daí que a gaguez na infância é passageira e deve ser lidada de forma calma e subtil pela família."


A nossa Escola também celebra esta efeméride. Participa nesta campanha!